21.7.08

Serviço Social e vigilância do PNV

Uma notícia do Público alerta para que 5.000 crianças ficam fora do programa nacional de vacinação (21.07.2008 - 10h28 PÚBLICO)
«Por questões religiosas, por desleixo ou opção dos pais, todos os anos cerca de cinco mil crianças falham o Programa Nacional de Vacinação. Segundo a Direcção-Geral da Saúde, este plano abrange 95 por cento das crianças.A Direcção-Geral da Saúde informa que a taxa de vacinação não tem variado nos últimos anos. “Se deixarmos de vacinar há doenças que podem reaparecer”, comentou Graça Freitas, subdirectora-geral da Saúde, (...). A responsável lembrou que os efeitos adversos das vacinas são reduzidos porque “não há licenciamento senão forem seguras”. Mas há cada vez mais pais com dúvidas sobre a necessidade de algumas ou de todas as vacinas. No entanto, não há dados relativos às razões que levam os pais a não vacinarem os filhos. Em Portugal, a vacinação só é obrigatória para o tétano e difteria.»
Uma das incumbências assumidas pelo Serviço Social nos Cuidados de Saúde Primários é monitorizar a saúde mental infantil, precocemente, o que passa por averiguar se foi feito o "teste do pézinho", por exemplo, e se é cumprido o PNV.
O facto de não exitirem assistentes sociais na maioria dos centros de saúde (e unidades de saúde familiar) neste país, coloca os cidadãos afastados dos seus direitos. Não há equidade e universalidade que resistam... Há que demonstrar que as situações estão relacionadas e lutar pelos direitos destes cidadãos!

2 comentários:

claudinha disse...

À laia de partilha (e por falar no “facto de não existirem assistentes sociais na maioria dos centros de saúde”) , como quem quer acrescentar inquietude à classe...
Saída da faculdade há já 3 anos, e 3 “experiências” profissionais diferentes depois, debato-me todos os dias com dificuldades, trazendo ao de cima as inseguranças e duvidas em como ser uma boa profissional.
A teoria está presente, mas a prática não é nem nunca foi orientada por colegas com mais tempo de serviço, simplesmente porque não os há ou porque não se disponibilizam. A IMPORTÂNCIA da partilha da prática e dos conhecimentos por quem já há muito anda por cá, é na minha opinião negligenciada e penso que os próprios colegas não se apercebem da amplitude do problema. Não nos podemos demitir da nossa função de “orientadores” da prática pois é um complemento à formação de um bom profissional.
Todos os dias revejo a necessidade de partilha, mas cada um de nós ocupados com o seu próprio trabalho não tem tempo para o outro. E a que custo sai este tipo de prática profissional para os utentes?
“E o que fiz eu para mudar isto?”- seja talvez a pergunta em mente neste momento. Neste momento... há 2 meses colocada num centro de saúde a substituir uma colega que se reformou e sem colegas a trabalhar na mesma área ao nível do distrito, sim distrito, apenas tinha como solução enveredar por sessões de supervisão que me ajudassem a analisar e melhorar a minha prática... mas face às remunerações que todos sabemos como são, penso que concordam que será uma solução impraticável.
Inexperiente até ter experiência... experiência ao preço da inexperiência mas isso já é outro assunto....

S Guadalupe disse...

Pois é Cláudia, tens toda a razão. Não está instituída a supervisão na maioria das instituições ou organizações. Há já algumas que solicitam essa supervisão...

No caso dos centros de saúde, na prática, as coordenações do serviço social funcionavam a nível das sub-regiões... extintas ou a extinguir....

Vai partilhando connosco, não é uma solução, mas permite que eu te possa encaminhar para colegas que possam colmater a situação, dando-te umas dicas, nem que seja telefonicamente.