22.6.09

de desregulação em desregulação

Este anúncio inqualificável que pede um assistente social com "licenciatura na área social" (????!!!???, o que é isso???) demonstra claramente a completa desregulação do mercado de trabalho. A Ordem não é só necessária, é fundamental!

4 comentários:

Duarte disse...

Mais uma para a APSS enviar uma nota de esclarecimento, quer ao site do netemprego, quer ao e-mail que lá aparece. Aliás, esta e outras ofertas até deviam ser impugnadas. Espero que no fim saibam escolher mesmo um assistente social. Proponho que se vá monitorizando esta situação para no fim saber se não haverá alguém a utilizar o título de assistente social, sem o ser.

S Guadalupe disse...

A APSS tem feito sistematicamente essa notificação a todos os casos que lhe chegam ao conhecimento.

A monitorização das situações já é de outro plano.

As situações de desregulação devem chegar à APSS (assim como às instâncias sindicais, quando é caso disso e envolvem situações laborais de outra natureza).

Sabe-se que há outros profissionais a ocupar o lugar de assistentes sociais e de colegas aos quais é proposto um contrato com outra categoria profissional, etc. No entanto, é raro chegarem formalmente exposições sobre tais situações.

Há muito, muito a fazer...

Duarte disse...

Já agora trago à baila o exemplo dos serviços de acção social das câmaras municipais. Conheço casos em que a maioria dos profissionais não é assistente social. Embora a multidisciplinaridade seja bem-vinda e não haja nada a dizer que só podem estar assistentes sociais, a questão muda de figura quando se verifica o conteúdo funcional que muitos deles acaba por desempenhar: atendimento e acompanhamento social. Faz-me confusão ver um sociólogo a desempenhar essas funções para as quais não estudou (que eu saiba Metodologias de Intervenção em Serviço Social não é uma cadeira da licenciatura em Sociologia, entre outras) ou mesmo um psicólogo que em vez de fazer psicologia, "faz" Serviço Social. Se é para estas funções, não vejo a lógica de não se contratarem licenciados em Serviço Social. Em vez de se promover a multidisciplinaridade e o contributo das diferentes disciplinas, aposta-se em profissionais sem formação adequada e que no máximo apenas podem "desenrrascar" sem garantir parâmetros qualitativos que tornem esses serviços minimamente eficazes. Hei-de um dia questionar algum responsável autárquico sobre esta situação. É importante começarmos a "levantar a lebre". Penso que todos ficariam a ganhar, pois ao contrário do que se possa pensar, não se trata de adoptar posturas corporativas ou egocêntricas.

S Guadalupe disse...

Essa é uma das vertentes obrigatórias no estudo que fundamenta a Ordem. Há, depois, que definir muito bem que conteúdos funcionais são específicos do Serviço Social, claro!
Quantas vezes assistimos a discussões sobre o que é o acto médico, etc?... há que defini-lo igualmente noutras profissões, sem rigidificação excessiva porque as fronteiras das áreas onde trabalhamos são necessariamente construidas e nunca podem ser rígidas, mas claras!