o caso do Fernando
Recebi nestes últimos dias dois e-mails de Fernando Cunha relatando o seu caso de grande vulnerabilidade social e expondo a sua revolta. A sua situação aqui descrita brevemente remete para questões de litígio entre uma seguradora (onde era funcionário) e a segurança social na atribuição da pensão de invalidez.
Sabendo que as situações de litígio colocam os direitos dos cidadãos em suspenso, como se as suas vidas não continuassem a decorrem com grande dificuldade... apenas consegui expressar-lhe o seguinte: «Compreendo a sua situação e revolta e a de muitas outras pessoas em situações semelhantes. Infelizmente a grande maioria dos pobres deste país são trabalhadores. As pessoas com incapacidade são também frequentemente colocadas perante barreiras à participação social e à integração social plena a que têm direito. Mas como imagina, nada poderei fazer a não ser alertá-lo para que deve recorrer a apoios suplementares. Não são um favor, são direitos que tem que reivindicar enquanto cidadão. Procure um assistente social da sua área de residência e coloque o seu problema. Cada situação é singular e, se a sua apresenta as características que descreve, deve procurar ajuda para ultrapassá-las. Acredito que conseguirá mobilizar apoios que permitam que a sua vida ganhe outros contornos. Desejo-lhe tudo de bom, quaisquer que sejam as suas lutas.»
Enquanto professora de Serviço Social costumo falar destas situações em abstracto, pois nunca trabalhei directamente com pessoas com incapacidade e desvantagem desta índole, mas este é um caso concreto (como muitos outros, bem sei), da área de Carcavelos, com rosto e em desespero. Aqui fica para reflexão o grito de alerta deste cidadão.

4 comentários:
Desconheço a legislação referente a seguradoras e por isso de que lado estará a razão. A pessoa em causa deveria recorrer a um advogado,mas se não tiver possibilidades financeiras, solicitá-lo no serviço de segurança social da área de residência.
Pois, penso que já fez, mas a situação arrasta-se há 5 anos e as dificuldades avomulam-se.
Mas para além disso, terá entretanto certamente direito a outro tipo de apoios mais compensatórios para a situação. Foi o que pretendi transmitir-lhe, ainda que não saiba exactamente quais as necessidades (o sr. está muito revoltado e desesperado).
Porque não um Forúm/Serviço online da APSS de ajuda/encaminhamento destes casos - quem sabe através de uma candidatura a um programa comunitário - Seria um Serviço de advocacia social - Penso que poderíamos ajudar muitas pessoas.
Sem dúvida uma proposta interessante, mas falta a tal estrutura de que tanto falo para conseguirmos alcançar esse patamar...
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