3.1.07

exemplo de coragem

Carolina Beatriz Ângelo é um nome que diz pouco aos portugueses. O acto simbólico que a ela ficou associado, ultrapassa em muito a pessoa... é um acto de uma verdadeira cidadã! Contra tudo e todos exerceu o primeiro voto no feminino, nesta velha Europa!

É com este exemplo de coragem, força e determinação que quero começar este ano...

Sinto que é o que falta às vozes da minha geração. Por muito que soem alto ou ecoem por aí, acabam por vergar ao instituído. Falta persistência e insistência, mesmo que tivesse sido precedida de uma boa dose de coragem, força e determinação.

4 comentários:

Joaquim disse...

Olá S. Guadalupe é sempre bom começar o ano com essas referências. No entanto, nós também as temos no Serviço Social e posso dizer, pela minha parte que há cerca de 14 anos que levamos um projecto associativo independente, muitas vezes contra ventos e marés, mantendo (vozes) diferentes, pronunciando-nos sempre que achámos que a nossa voz é útil para mudar algo.

No entanto, também é bom não sermos sempre do contra, esperimentarmos gerir, estar à fente de, concretizar, pôr em prática os ideais, se não não passamos de vozes sempre do outro lado seja qual for a barricada, seja quem for que esteja no ou com o poder.
A visão dos dois ângulos da questão é importante par podermos discernir o que é mesmo essencial e não podemos abdicar.

S Guadalupe disse...

Seja num ou noutro papel (ambos determinantes), haja projectos que se afirmem! Haja vozes que ecoem e que se façam sentir.
Sem dúvida!

Francis Sodré disse...

Os revolucionários de nossa geração, no máximo que fizeram, percebram que todos os atos revolucionários mantiveram a ordem; "o instiuído". Não sei se estou tão otimista para 2007. Coragem e determinação? Preciso de uma dose dupla!!!

Abraços brasileiros,

Francis

S Guadalupe disse...

Olá Francis
Os abraços daí ainda chegam cá quentinhos.

Há, de facto, uma dose de pessimismo no ar, tanto no plano nacional como, especialmente, a nível internacional.
Quero pensar, sem utopias, que todos nós podemos fazer as nossas pequenas revoluções pessoais. Os pequenos actos podem ser por vezes enormes, nem que este enorme seja inerente à pequenez do nosso contexto mais próximo.