10.5.10

Despesa ou investimento?

10 comentários:

José Doutel Coroado disse...

estes programas de apoio social(seja RSI ou Complemento Solidário ou qualquer outro não ligado a contribuições como o subsídio de desemprego), para mim, nunca devem ser analisados sob a dicotomia "despesa" ou "investimento".
Acho que são uma obrigação da comunidade: cada um de nós contribui com os seus impostos e cada um de nós espera que, nos maus momentos, a comunidade nos apoie.
Portanto, para mim, apoio social é um direito do cidadão.
O busílis da questão está no seu financiamento: de onde vem? Só pode vir dos impostos que nós pagamos.
Numa época de crise, em que há menor colecta, a situação agrava-se e mais grave se torna porque, previsivelmente, numa época de crise o potencial universo de cidadãos a necessitarem deste tipo de apoios aumentará.
Como se sai desta "pescadinha de rabo na boca" - menos receitas e mais despesas, logo menos apoios?
Fazendo algo que, infelizmente, ainda ninguém teve "coragem" para fazer: criar um fundo, administrado pelo Estado (digo Estado... não governo), que terá a obrigação de captar receitas (impostos próprios ou outras fontes), administrá-las com rigor e disponibilizar fundos para este tipo de apoios.
Olhem... chamem-lhe Fundo de Solidariedade ou melhor ainda, Fundo de Responsabilidade Social.

S Guadalupe disse...

Caro José, o post era uma provocação para reflexão, daí a opção por tal dicotomia.

Concordo consigo na maioria dos aspectos. Sou defensora de um sistema com uma redistribuição mais justa dos rendimentos, minorando as desigualdades que ele próprio cria.

Ainda assim vejo essa missão de "solidariedade compulsiva" como uma das principais missões do Estado.

José Carlos Veríssimo disse...

Caro José concordo na integra com o que disse, são direitos que vão ao encontro da nossa própria constituição e dos direitos humanos, pois estes apoios tratam de dar o minimo de dignidade humana às pessoas/cidadãos.
É óbvio que em tempo de crise, com a falta de emprego e salários miseráveis este tipo de apoios têm que aumentar, porque é lógico que existem mais pessoas a necessitar deste tipo de apoio, agora o que o estado deveria de ter era este tipo de situações previstas, DEVIA.
Se querem mudar o rumo desta curva é facil desenvolvam a economia e arrajem emprego para as pessoas, e PAREM DE ATACAR AS PRESTAÇÕES COMO O RSI, que para muitas pessoas e crianças permite-lhes terem de comer e irem à escola.

José Carlos Veríssimo disse...

Muito bem não se trata de solidariedade mas sim de RESPONSABILIDADE.

Sem dúvida uma das melhores reflexões que ouvi nesta área nos últimos tempos.

José Carlos Veríssimo disse...

As IPSS - Instituições Particulares de SOLIDARIEDADE Social.

A correcta designação deveria de ser - Instituições Particulares de RESPONSABILIDADE Social.

Duarte disse...

Muito bem visto, nunca tinha pensado nisso. Instituições Particulares de RESPONSABILIDADE Social.

José Doutel Coroado disse...

concordo plenamente com a nova designação para IPRS.
pertenço à direcção de uma destas instituições e tento que essa Responsabilidade se veja no nosso Plano de Actividades a longo prazo, nomeadamente, com a criação de postos de trabalho para prestação de mais e melhores serviços à comunidade que servimos.
voltando ao tema inicial do post é fundamental criar formas de financiamento deste Fundo de Responsabilidade Social e, não menos importante, do rigor na alocação dos recursos no tempo certo.
sugestão: se a cada ano fiscal cada um dos serviços do Estado (central, descentralizado e local) poupasse 1% do seu orçamento tenho a certeza de que, com rigor na gestão, se faria exactamente o mesmo e essa quantia daria para uns bons anos de apoios sociais, desde que geridos com rigor e transparência.

alfredo henríquez disse...

Estou solicitando recibos como voluntário. Para Tal, previsto na lei, Devem calcular o número de horas de acordo com o meu salário ( Valor Hora : 14º mes)
Sou voluntario em associações, mutuais, ipss, em empresas,etc Todas elas com apelido "social".
Assim sabem nas finanças que este publicista dedicou uma parte da sua vida na construção de um mundo diferente.

Isto leva (a) creditar que as entidades patronais, para além de solicitar os meus serviços estão comprometidos.

Eu sou assistente Social.

Alfredo henríquez

José Carlos Veríssimo disse...

Caro Profº. Alfredo Henriquez, a dada altura não compreendi bem a sua reflexão, no entanto considero que, e penso que, concerteza o Profº é da minha opinião. A relação entre Assistente Social e Voluntário é a mesmissíma coisa que Pedreiro e Voluntário ou Pasteleiro e Voluntário etc...
Não vamos aqui criar confusões, penso eu já enterradas! com assistencialismo ou filantropia.
Valorizo a sua posição enquanto PESSOA/CIDADÃO, perante a sociedade, e dando os seus contributos como FILANTROPO.

alfredo henríquez disse...

1º Muitos Assistentes sociais que não encontram trabalho são " compulsivamente" encaminhados para o voluntariado.
2ªMuitos Assistentes Sociais , por opção de vida" (Religião, opção politica, militância sindical, formaÇÃO DE CARÁCTER,ETC. )são ACTIVISTAS DE DIREITOs humanos.
3º Aprender ao longo da vida significa também isto.
Que com justiça lhe seja reconhecida para fins curriculares ( VITAE )e para outras coisas mais sublimes ( ir para oeu,responder perante os animais, por exemplo)
4.- Para além do canudo as pessoas t^em direito que se indique num documento o numero de horas que dedicou e o valor quantitativo que a insituição beneficiou.
5.- Isto, porque tb a instituição necessita de provar às entidades competentes que, para além do profissionalismo dos seus voluntários, está a cumprir os seus objectivos generosos ( altruistas) mensuráveis.
Também a instituição necessita provar que possui beneficios (lucro)e onde os coloca e como os distribui.

Finalmente as finanças e a segurança social se encarregam do resto